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quarta-feira

Crianças não deviam morrer


Um colega da Alícia faleceu nas férias logo no começo delas, antes de fazer 12 anos, um quadriciclo e morte. 

Era presente do pai.

Em alta velocidade passou por um obstáculo e foi atirado contra um muro, sofrendo fratura abaixo da cabeça, na coluna.

A morte foi instantânea, assim como deve ter sido instantânea a felicidade do menino ao ganhar o tal quadriciclo.

Alícia chegou da escola assustada, contando mil e uma vezes a mesma historia, rica em detalhes. Ainda que o menino não fizesse parte da sua turma, pareceu que era muito querido na escola.

E passou ela o dia preocupada sobre a possibilidade dela e do irmão morrerem ainda crianças...
Eu posso lhe dizer "não minha filha criança não morre"? Não posso, crianças todos os dias morrem.

Mas crianças não deviam morrer...

Assim como pais, mães, parentes ou cuidadores não deviam presentear "armas"... Para mim veículos como esse se constituem em armas.

Motos, qualquer coisa mecanizada, movida a combustível com velocímetro é arma quando em mãos de crianças.

Mas o aprendizado em casos assim vem em hora tardia.


Alícia passou dia e noite mal. 

Mas meu modo de lidar com a morte é claro, nada dúbio, logo falamos sim eu  e ela, sobre a morte, sobre como ficam os que ficam e sobre o que pensamos ocorre com quem parte.

Espero eu que hoje seja um dia mais leve para Alícia.


Grata,

Luciana


2 comentários:

Rachel disse...

Acho que não existe uma fórmula pronta pra sentar e e=xplicar situações como essa. A morte precoce é brutal por si só.
Espero que minha pequena consiga lidar com isso, sem matutar em desgraças. Infelizmente, coisa assim acontece, mas quando assim, uma nova perspectiva das coisas.

Amo vocês!
=*

Luciana Onofre disse...

Cai bem um rito de passagem para entendimento de crianças não achas amore?

vou pensar nisso!

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