Para quem ainda não sabe, sou Pedagoga, conheço o lado A e B da Educação Infantil e de suas instituições sejam elas públicas ou particulares; mas desta vez, posto sobre a visão da Pedagoga e da Mãe aflita.
Meu drama começou efetivamente essa semana, pois semana que vem eu volto ao trabalho. Na minha mente já estava tudo acertado para a minha volta e a tranquilidade do Arthur; já estou fazendo a adaptação do menino com a minha ausência matutina em casa, ele ficaria com a empregada e eu calma no serviço, porém, tudo mudou.
Já havia conversado com a empregada que a partir do nascimento do Arthur, suas faltas não poderiam mais ocorrer, não poderia mais dar ao luxo dela compensar a falta em outro dia da semana e seu horário de serviço mudaria, sua entrada seria às 6:30 hs, assim ela chegaria em casa antes da nossa saída pro trabalho, ela cuidaria do menino pela manhã e daria conta da casa na parte da tarde. Após as devidas conversas, ficou tudo muito bem acertado, sem problemas, ela estava chegando no horário e eu e Arthur nos adaptando às mudanças matutinas.
Pois bem, mas nem tudo ficou flores, a empregada começou a faltar e eu fiquei desesperada, pois como iria trabalhar se a empregada faltasse? Imagina a cara da minha chefa, comigo ligando pela manhã e dizendo: "Não vou trabalhar, pois a empregada faltou e não tenho com quem deixar o filho." Com certeza vou criar problemas para mim mesma...
Passei um dia inteiro queimando neurônios afim de encontrar uma solução, pq a única saída seria colocar o Arthur numa creche, ok, mas como pagar? Creche particular não é barata e colocar mais uma conta é estourar o orçamento doméstico.
Depois de muito pensar, conversei de noite com o marido. A idéia é colocar o Arthur na creche, não ter mais a empregada mensalista e ver com ela se ela aceita ser novamente diarista, vir na sexta para limpar a casa e na segunda para passar as roupas.
E novamente a mulher é a sacrificada da vez, sim, pq vai sobrar para mim a casa, não é? O marido trabalha o dia inteiro, eu só pela manhã, então cozinhar, colocar a roupa para lavar, cuidar do filho, cuidar da casa, sobrou para mim.... Estou esperando a empregada aparecer, para lhe dar a nova proposta, vamos ver que dia vem.
Fui ontem a noite na escola nova do Arthur fazer a matrícula, escola pequena, de bairro e praticamente do lado de onde eu trabalho.
Tudo bem que não é uma escola do nível das particulares na qual já trabalhei, mas ela tem seu encanto por ser pequenina e acolhedora, mostrando que por ter poucas crianças, Arthur será melhor supervisionado; lógico que vi coisas que talvez outras mães não vejam, dei toques sobre isso para a Diretora da escola, uma mulher muito simpática e atenciosa. Perguntei sobre o lado Pedagógico, sobre a rotina do Berçário, alimentação, higiene e muitas outras coisas. Como fui à noite, não vi o corre-corre de alunos e funcionários, mas fiquei de levar o Arthur pela manhã e lógico olharei as coisas com uma visão crítica.
Hoje de manhã, já levantei cedo para me adequar a nova rotina, a de alimentar e arrumar Arthur antes de nos prepararmos para sair e ver se o tempo dá; deu!
Na escola, cheguei cedo, como normalmente será o meu horário de deixá-lo antes de ir para o CMEI. A outra vantagem de lá é que conheço uma parte dos funcionários, pessoas que trabalharam/estagiaram na Unidade de Ensino na qual sou Pedagoga, inclusive uma das pessoas do Berçário era estágiária minha no CMEI, pessoa na qual conheço sua real dedicação e cuidados; ponto positivo para mim e para o Arthur, pois pedi um cuidado especial com a adaptação do meu filhote, rs.
Fiquei um tempo na escola, vendo a entrada das crianças, o trabalho dos funcionários e lógico, vendo o Arthur de uma longa distância. Outra grande vantagem dessa escola é que ela possui vídeo monitoramento, assim posso dar minhas olhadelas ao vivo no Tutu e ficar tranquila.
Em casa, com ela vazia e calma, dei conta de várias coisas pendentes, inclusive esse texto.
Agora, mais calma, é esperar pelo retorno da cria e saber como foi o dia dele, pelo visto ele está se adaptando bem, caiu no sono que foi uma beleza, rs.
E a Mãe e a Pedagoga aqui, essas duas pessoas numa só, está mais tranquila, torcendo pelo melhor e com o coração mais leve. Estou achando interessante a coisa de levar o filho na escola, ver que ele está crescendo e se adaptando ao mundo, as mudanças e claro, deixar ele mais solto, livre, não tão grudado aos pais, mas sem se distanciar demais deles; enfim, preparando o filho para a "independência dependente" que a vida aos poucos vai lhe impondo.
E vocês, como se sentiram ao levar a cria na escola pela primeira vez????
Beijocas Enluaradas,
Kytanna
Beijocas Enluaradas,
Kytanna

